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Textos
A violência contra as crianças II
Eu não acreditei. Foi preciso esfregar os olhos e olhar com muito mais paciência e concentração a foto que está publicada acima. Imaginem o tamanho da minha indignação. Pois não se fala em outra coisa nos últimos dias e semanas a não ser na violência praticada contra pequenos seres humanos indefesos. As nossas crianças. Meu Deus que judiação!
Todos os dias levanto muito cedo me conecto na internet para ler as notícias fresquinhas dos jornais do país e do mundo. E nessa rotina tenho me deparado com coisas boas publicadas na internet. Mas, também com notícias dessas que nos causam muita indignação e sofrimento.
Devidamente autorizado pelos editores do jornal Nova Fronteira de Barreiras - BA transcrevo a seguir a notícia que me deixou indignado:
"A menor G.V.S. de 1 ano e 3 meses foi encaminhada para o Conselho Tutelar de Barreiras, apresentando várias marcas de queimaduras pelo corpo. Natural de Itapebi/BA e moradora do bairro Santa Luzia, em Barreiras, a mãe, Andréia Vieira Sant os acusa vizinhos de terem praticado a violência.
A descoberta dos maus tratos se deu por acaso, quando Andréia esteve no Complexo Policial para prestar queixas de que estaria sendo ameaçada de morte pelos vizinhos.
O delegado plantonista Dr. Carlos Ferro, que tomava depoimento, ao ver as feridas no corpo da criança, começou a fazer questionamento e percebeu que a mãe demonstrava ter algum distúrbio emocional, pois chegou a apresentar várias versões para o ocorrido.
Durante exames preliminares feitos pela Polícia Técnica, notou-se que a menor tem várias cicatrizes pelo corpo, muito provavelmente ocasionadas por queimaduras de cigarro e algum material perfurante, como ferro ou chave de fenda.
De acordo com o Delegado Titular da 11ª COORPIN/Barreiras Elery Gregório Siqueira, foi instaurado um inquérito policial para encontrar a origem da tortura. “O que apuramos preliminarmente é que muitas das feridas já estão cicatrizadas, nos levando a crer que foram feitas a mais de dois meses. Em função de não ter denunciado anteriormente os maus tratos, que alega serem feitos pelos vizinhos, Andréia deve responder, no mínimo, por omissão”, comentou.
Quanto à denúncia de ameaça que Andréia diz ser vítima, o delegado informou que é uma versão fantasiosa. “Depois disso passou a acusar o ex-companheiro de convívio, hipótese também não confirmada pelo Serviço de Inteligência. Por último, a mãe está acusando outras pessoas, possíveis integrantes de uma gangue no bairro Santa Luzia”, disse Elery, notando aparente confusão nos relatos da mãe.
Além de G.V.S, que foi encaminhada para o Conselho Tutelar, Andréia é mãe de mais duas meninas, uma de cinco que está na casa de uma vizinha e outra de sete anos, que não soube precisar se está com o ex-marido."
Imaginem só o estado de espírito dessas crianças. A que sofreu as agressões e queimaduras e as que viram ou vêem todos os dias a mãe ou quem quer que seja agredi-las dessa forma? Na certa serão, daqui a alguns anos, outros adultos traumatizados e multiplicadores da violência doméstica.
É preciso fazer alguma coisa. Não é possível mais assistirmos passivamente essas agressões às crianças sem tomarmos providência. As leis precisam ser muito mais severas contra esses criminosos. Maltratar crianças sejam elas filhas, ou não, deve ser no mínimo ser considerado crime hediondo. |
Rubens Silva |
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Publicado em 22/04/2008 às 18h29
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